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Martignoni, De Moraes e Todeschini Advogados Associados

O papel do advogado frente à tecnologia em crescimento

Por: Ana Carolina Ely (OAB/RS 115.222)

A sociedade atual se encontra em ritmo frenético de atualização e crescimento tecnológico, e disto ninguém pode discordar ou ignorar. Comparado a uma década atrás, o ser humano não se vê mais sem a facilidade que os dispositivos eletrônicos provém. E ainda que reflitamos na essência desta velocidade e onde ela pode nos levar, os efeitos dessa modernização já podem ser observados em diversos campos.

Um dos destaques desse crescimento se dá no âmbito das inteligências artificiais, por exemplo. No Brasil, já se pode observar a adoção de “robôs” em diversos tribunais, como por exemplo o TJRN, que conta com três - Poti, IA responsável pelo sistema BACENJUD, efetuando bloqueios em 35 segundos e transferindo valores para contas judiciais automaticamente, sem necessidade de intervenção de servidores nestas determinações; assim como outros dois, que se encontram em desenvolvimento — Jerimum, para classificar e identificar processos, e Clara, que analisa demandas e recomenda decisões .

Isso sendo, as lawtechs, empresas que se dedicam à criação de sistemas jurídicos para facilitar o dia a dia dos profissionais do direito, crescem exponencialmente, assim como suas criações .

Há quem diga que o crescimento da inteligência artificial possa impor ao advogado barreiras para executar a profissão. Contudo, cabe salientar que a criação destes sistemas, por enquanto, em nada diminui o volume de processos e a necessária análise humana sobre os mesmos. Todas as identificações e decisões apresentadas pelos softwares jurídicos necessariamente passam por aprovação de servidores e magistrados, assim como os demais sistemas visam apenas a facilitação do exercício da advocacia.

Assim, eliminando os obstáculos repetitivos da rotina do advogado, pode-se assumir que resta amplo espaço para focar exclusivamente em matéria de direito, o que levará a uma melhor análise processual e deslinde de decisões judiciais. Isso sem mencionar a criação de novos ramos dentro do Direito em si, como a já existente carreira de DPO (Data Protection Officer), responsável pela proteção de dados das empresas de forma ampla.

Se mostra extremamente importante, dessa forma, informar aos profissionais do ramo quanto às novas tecnologias, assim como à necessidade de adaptação aos novos sistemas jurídicos e sobre novas  áreas de proteção de direito das empresas, de forma a amplamente assegurar o direito de seus clientes.

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